terça-feira, 25 de agosto de 2009

Faz da tua vida um reflexo da Sociedade que desejas

Engraçado como não podemos ser nós mesmos, não é?

Pode parecer algo estúpido a primeira vista, mas pense nisso um pouco melhor.

Por exemplo: se você era um bom aluno, não a todo tempo, mas hora ou outra você era para agradar professores e seus pais ou sempre foi péssimo aluno possivelmente por ser uma pessoa insegura que precisava de atenção mesmo que não se tenha dado conta até hoje.

Não quero de forma alguma dizer que esses exemplos acima são leis, foi simplesmente uma analogia que nos fizesse começar a raciocinar.

Vivemos em sociedade, sociedade essa que tem inúmeros padrões, se você pensa que é uma pessoa única no sentido de estar fora dos padrões da sociedade pare de se enganar, em algum padrão você se encaixa, minoritário ou majoritário você se encaixa.

Uma das funções da sociedade é criar discriminadores e discriminados, a maioria versus a minoria. O grande neanderthal domado pelo franzino cientista, neanderthal esse que representa a massa pobre e alienada facilmente subjugada.

Ou você se adequa ou não tem nem a oportunidade de mostrar quem é, seja lá o que for, igual é bom diferente é ruim e deve ser destruído, isolado, não deve se perpetuar. Lembre das sociedades antigas como Roma, em que quem falava latim era civilizado e quem não falava era bárbaro. Ou a Europa na idade média que se ter uma crença diferente seja ela qual fosse (não sendo da igreja católica) te levava a fogueira, quantos cientistas únicos e excepcionais morreram em pró de algo que acreditavam, mas era diferente demais para ser aceito.

A sociedade em geral prega que para ser aceito e bem sucedido (ter uma vida plena) o individuo tem de ser magro (gordos são excremento mal sucedido por não ter força de vontade e não serem atraentes), alto e musculoso (baixinhos magrelos não passam imagem alguma de alguém que se quer como pais de seus filhos não é mesmo?) e mais inúmeras coisas como roupas de marca, cabelo liso e a pele clara isso é a pura e simples influência da sociedade que torna a grande maioria das pessoas alienadas, sem opinião própria porque são bombardeadas a todo o momento por informações conflitantes e não as passam por um processo de dúvida somente as assimilam.

Todos usam máscaras, bom chamem como quiserem gosto da palavra máscara por ser justamente o que se usa quando não se quer mostrar a verdadeira identidade. É um mecanismo de adaptação para convivência em sociedade que no começo não nos parece que faz mal na verdade parece que nos faz muito bem, nos fazem ser aceitos pelos outros, finalmente fazer parte de alguma coisa, de não estar mais só, idéia que acredito começar a ser disseminada mais fortemente na época que a criança ingressa na pré-escola.

Essa máscara depois de um tempo se tornam tão bem adornada e encaixa tão perfeitamente sobre nosso rosto que esquecemos de como era o rosto que um dia esteve por debaixo dela. Já não sabemos mais quando este rosto está com um lindo sorriso ou em prantos.

Não foi por opção nossa que passamos a usar máscaras quando crianças, porque se não as usássemos naquela época seriamos “massacrados”. Mas a única forma de ser uma pessoa completa de realmente tornar-se “pessoa” é as identificando e trabalhando as limitações e fragilidades que essas máscaras encobriam.

"Faz da tua vida um reflexo da Sociedade que desejas".
Mahatma Ghandi

Estou expondo uma verdade minha, que pode não ser a sua. O intuito é simplesmente pensarmos mais sobre nós mesmos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Ato de Confiar


Confiança é o sentimento de convicção em algo ou alguem de forma ingênua, pois você não questiona quem (ou o que) é alvo dela, portanto irracional.

A "Confiança Genuina" é o grau máximo da mesma, o sentimento da forma mais pura e está acima da duvida e da descrença. Talvez esse tipo de confiança seja o mais cobiçado, aquele que as pessoas desejam atingir, porem muitas pessoas que, incessantemente buscam atingir este estado, podem se decepcionar por criarem uma grande ilusão.

Esta ilusão criada em volta de uma pessoa que se confia desmedidamente gera a necessidade de uma resposta às suas expectativas e em que, algumas vezes, por ter sido espontânea e impensada, pode causar decepção. Disto vem um processo de defesa...

Chamaremos este processo de “Confiança Medida”, que se resume em votos de confiança, – dar créditos para a pessoa em que se deseja chegar a ter confiança genuína – por exemplo: Você diz a uma pessoa algo que não seja necessariamente um segredo, fazendo-a acreditar que seja. A expectativa gerada é de que ela mantenha seu “segredo” em sigilo. Se tal fato ocorrer, a pessoa mostra um mínimo de credibilidade em relação às suas expectativas e pode ser digna de votos de confiança maiores. Caso não responda, a pessoa prova que não é capaz de guardar um pequeno segredo, logo não é confiável. Deste jeito, podemos alcançar a confiança genuína de forma gradativa e segura.

Quando a “Confiança Medida” chega ao patamar de genuína, pára-se de questionar ( não se tem mais a necessidade dos votos de confiança ). Nisso a pessoa pode se machucar, não de imediato, mas por interromper o questionamento, não duvidar mais e não notar as mudanças na pessoa que confia genuinamente, porque nada é o mesmo sempre, tudo muda, tanto para pior quanto para melhor, mas muda. E se mudar para pior ?

Mas então... Se a confiança é um sentimento tão puro e que tanto almejamos, principalmente em relação aos mais próximos, será que devíamos torná-la tão sistemática?!

A confiança só é mutável pelos comportamentos seu e/ou do próximo. Por exemplo quando se dá votos de confiança para alguem e também quando se responde aos votos que lhe dão (não esquecendo que muitas vezes o processo da confiança medida pode ocorrer dos dois lados, ambos dando votos de confiança e criando expectativas). Comportamentos que também afetam o conceito de confiança podem ser os que o indivíduo tem com as pessoas próximas a ele (você não confia em quem venderia a propiá mãe, mesmo sem ele ter feito nada para você).

  • Tempo de resposta de cada pessoa
Não se pode apenas dizer que se trata de dar votos de confiança e receber atitudes positivas, cada pessoa tem um tempo de resposta, algumas dão consecutivos votos de confiança, e passam pelo processo de “Confiança Medida” em poucos dias, já outros dão votos de forma mais lenta e muitos respondem aos votos da forma e no tempo que melhor desejarem. Ficar nervoso, angustiado ou ansioso só porque a pessoa demora para dar alguma resposta em relação aos votos que deu a ela, é inútil. Todos tem um tempo de resposta e isso difere de pessoa para pessoa.

  • Ciúmes
Consideramos que o ciúmes seja muito mais que isso, mas cheguei a conclusão de que ciúmes seja a falta de confiança em grande parte, quando não se confia em alguem e não se tem confiança em você mesmo, você se sente inseguro e tem medo da perda.

"Engraçado... uma vez li em algum lugar que, depois de descoberto o ciumes, quem é alvo dele se sente autorizado a enganar. Não creio que seja exatamente assim mas pense nisso: se uma pessoa afirma repetidas vezes que você faz determinada coisa, chegará o momento que você ficara nervoso e mesmo que nunca tenha feito tal coisa, ou pensado em fazer, vá la e faça, porque você pensaria, bom pelo menos agora ela tem razão, ou algo do tipo."

Acabamos tornando confiança uma coisa tão complexa e perigosa, quero que saibam que para tudo na vida é exigido um delicado equilíbrio, o exagero é um dos maiores erros da humanidade, sempre querendo mais, deixando a qualidade de lado e não procurando a quantidade certa.

Após tudo isso como saber quem são os reais merecedores de confiança.
Aqueles que ama ?
Seus melhores amigos ?
Seus colegas ?
Todos estes vivem juntos à você em uma sociedade (infelizmente) doente, que só ajuda a dificultar nosso discernimento.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pensa nisso


Alguns dias atrás fiquei surpreso quando uma professora começou a discursar na sala de aula sobre os jovens de hoje, ela não estava criticando, estava apenas expondo as ideias dela, mas mexeu comigo de alguma forma, não sei, acho que me que fez enxergar certas coisas que antes não tinha consciência.

Ela começou dizendo que hoje os jovens em sua maioria não tem respeito pela historia (não só os jovens de hoje como a população brasileira em si) porque nos tornamos passivos e acomodados, mas no entanto sempre desgostosos com o governo regente e suas decisões.

Citou em certa parte do seu discurso a época em que ela era jovem, que era a ditadura militar, época que não se podia dar sua opinião, que nas salas de aula da USP e de muitos outros lugares tinham agentes do governo para garantir que nenhuma palavra ou ideia contra a ditadura fosse proferida e por estarem nessa situação eles se reuniam escondidos, faziam panfletagem e tentavam de inúmeras maneiras expor suas ideias se opondo a ditadura e a censura, um velho slogan daquela época era "Diretas já".

Eles iam as ruas procurar seus direitos, tinham total noção do peso que tinham para a mudança e a base de muito sacrifício conseguiram alcançar seus objetivos, a ditadura caiu, mas logo depois de contar tudo isso ela nos fez uma pergunta: Onde foi que a minha geração errou em passar toda essa história, todo esse sentimento para a geração futura?

Hoje em dia os jovens em sua maioria não tem mais respeito pela historia, nem pela historia recente que deveria ser algo mais do que vivo em cada um deles, pixam ou não dão o valor devido aos monumentos históricos, diferente por exemplo da Europa onde todos tem uma consciência de momento histórico, eles praticamente vivem a historia e tem respeito por ela, já aqui no Brasil mau se sabe o significado do Obelisco próximo ao parque do Ibirapuera, ou em que momento histórico e porque foi concebido o Museu Municipal e o Pátio do Colégio.

Mais do que isso essa geração se acomodou, não sai mais as ruas procurando seus direitos, não mais se reúnem para debater idéias, não parecem mais se importar e quando lhes perguntam se eles se importam, simplesmente respondem que não tem o que fazer ou que seja la o que fizerem não vai adiantar, mas se esquecem de uma ideia muito simples que um dia um amigo meu me disse e eu nunca mais esqueci, que todas as ondas do lago, toda aquelas ondas que atravessam o lago em toda sua extensão começaram com apenas uma gota, um simples toque coisa que as gerações passadas sabiam e mais do que isso sentiam.

Pareço ser um Deus entre mortais me expressando dessa forma, mas muito pelo contrario no final de todo esse discurso fiquei bastante pensativo, porque eu era aquela geração tão acomodada e descrente de mudança, aquela geração que não sabe dar o verdadeiro valor para o sacrifício de tanta gente, aquela geração que cospe e pisa nos monumentos históricos e pode nunca vir a saber o que realmente foram ou significaram um dia, mas o que mais me aterrorizou em tudo isso foi a ideia de como será a próxima geração de brasileiros (os nossos filhos) é uma coisa para se pensar não é ?

"Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro."
( Confúcio )

"Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo."
( George Santayana )


"Os verdadeiros progressistas são os que partem de um profundo respeito ao passado. "
( Joseph Ernest Renan )

Expansão


Esse é o primeiro post do blog e nele vou descrever uma das formas que mais respeito para adquirir conhecimento que é a auto avaliação, a introspecção que seria olhar para dentro de si com um caráter critico.

Uma das coisas mais difíceis é olhar pra si mesmo e tentar entender o por que de algumas atitudes e também a falta de algumas, é incrível como certos indivíduos tem dificuldade em lidar consigo mesmo, seus sentimentos e suas verdades, de se aceitar como é ou de identificar o que não gostaria de ser e mudar.

Vou focar na frase titulo do Blog "conhece-te a ti mesmo" Sócrates a proferiu com o seguinte intuito de que se voltar-se pra si mesmo ira ter revelações extraordinárias e experiências incríveis que o farão ter uma vida mais tranquila e centrada para que ai você possa se concentrar por exemplo em assuntos mais abrangentes como a origem do universo.

Estou sendo muito impessoal e abrangente no que estou dizendo, mas agora vou tratar o assunto de maneira um pouco diferente.

Não a nada melhor do que alguém para se poder discutir ou simplesmente falar, colocar as ideias num plano mais sólido, as organizar, para mim é essencial isso e partindo disso chegamos a questão de com quem nós podemos ter isso e também se tem que necessariamente ser alguém em que confiamos.

Primeiramente se deve ter esse tipo de interação com alguém que partilhe da sua vontade de aprender sobre si que não necessariamente quer dizer que vocês ficaram presos a meras conversas sobre suas própias experiências individuais porque convenhamos para isso teríamos apenas um diário e sim que vocês devam expor suas idéias e levantar questões a todo momento sobre o que pensam, o que fazem, que sonhos tiveram e como encaram a mesma situação, depois de tudo isso vem a confiança, como foi exposto acima para se ter uma interação desse nível com qualquer individuo é necessário confiança, o problema é que a confiança tem seus benefícios e malefícios, o principal beneficio seria alguém para se apoiar, saber que estará la quando precisar e que te respeitará no mínimo a todo momento, já os malefícios seriam que quando se tem muita confiança consequentemente se tem muitas expectativas em relação ao retorno dessa pessoa para com você, geralmente se em alguns momentos não for o que se esperava você se decepciona (muitas vezes o pior dos sentimentos) e se impede de confiar de novo.

O objetivo deste primeiro post é habituar qualquer um que leia ao tipo de raciocínio que será exposto aqui nas próximas publicações e o de descrever bem sucintamente uma ferramenta de grupo para se obter conhecimento, não estou escrevendo certezas nem conceitos e sim opinião pensada e que a todo momento merece ser repensada, estou totalmente ciente do poder da palavra "PORQUE" e reconheço que muitas vezes fiquei deslumbrado pelo "Método Cartesiano" algo que comentarei nos próximos posts com certeza.

"Pobre é aquele que passa sua vida neste mundo como um vulto sem ter a mínima noção de quem era ou o porque das coisas que fazia ou faziam com ele."